Nesta quarta-feira (9/10), o segundo painel do mídia.JOR, “Mídias sociais como negócio: Como gerar receita por meio dos novos players”, trouxe Abel Reis, presidente da AgênciaClick Isobar, Rogério Gonçalves, estrategista de Mídias Digitais da Burson-Marsteller, e Guilherme Ribenboim, diretor-geral do Twitter para o Brasil. O debate foi mediado por  Clayton Melo, jornalista, sócio e COO do Grupo IB.
Crédito:Alf Ribeiro
Painel destacou a importância do conteúdo qualificado nas redes sociais
Reis afirma que é desafiador discutir o tema porque é um terreno que ainda se está definindo. Segundo ele, as mídias sociais são o melhor exemplo de paradigma de comunicação em rede que se opõe ao de comunicação em massa, como rádio e a TV. “As mídias permitem um diálogo e interação. Há a capacidade de produzir conteúdo em grande escala: você produz e consome o conteúdo”, diz.

O presidente da AgênciaClick Isobar explica ainda que há maior possibilidade de falar com perfis identificados e oferecer recurso de engajamento, no qual é possível dar opiniões e complementar mensagens e conteúdos consumidos na rede.

Para Gonçalves, as pessoas cada vez mais relatam o que acontece no mundo através das redes sociais. Ele compara o comportamento ao trabalho jornalístico em razão da divulgação de notícias pelas pessoas. “Há um acesso muito grande na internet e isso terá, cada vez mais, uma propagação de conteúdo maior”, diz.

Ele cita o exemplo do jornal americano The New York Times, que faz uso de hashtags para estender um assunto e aproximar uma conversa com o leitor. Ribenboim destaca ainda que a relação das mídias, em especial do Twitter, com a TV está cada vez maior. “Esse fenômeno vai renovar o conteúdo do que é gravado porque as pessoas vão querer conversar sobre aquilo e as marcas vão dar um jeito de entrar nessa conversa”, explica.

O estrategista de Mídias Digitais da Burson-Marsteller relata que o monitoramento das marcas e dos jornais deve ser feito para compreender o que se deve oferecer ao consumidor e como passar a informação desejada. “Deve-se saber como transmitir nesses canais porque são plataformas diferentes que serão geradas de formas distintas também”, afirma.

Reis destaca que as mídias sociais têm um poder de levar aos publishers maior demanda e opinião. Segundo ele, há a necessidade de demarcar fronteiras entre conteúdo e relacionamento. “O que o anunciante espera é um conteúdo de qualidade e o consumidor a mesmo coisa”, completa.

* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
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