Colocar todas suas expectativas de satisfação no seu trabalho pode fazer mal à sua carreira e lhe fazer perder ótimas oportunidades. Saiba uma alternativa de aumentar sua realização profissional neste artigo!

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“Eu preciso de um trabalho no qual eu faça o que goste. Eu preciso de liberdade, autonomia. Eu não gosto de rotina, também precisa ser um trabalho criativo. Eu preciso ter um bom relacionamento com meus líderes diretos. Eu preciso me identificar com os valores da empresa, ser reconhecido pelo meu trabalho e recompensado pelos meus resultados. Preciso trabalhar com algo que tenha um propósito e faça a diferença de alguma forma.Preciso ganhar bem e ter liberdade para viajar aos lugares do mundo que quero conhecer. Quero estabilidade para construir minha família também.”

Lista grande, não? Pois tem muita gente que pensa assim na hora de escolher sua profissão, empresa ou trabalho que pretende ingressar. Eu particularmente não discordo de nenhuma das frases acima. Mas expectativas surreais são também uma das maiores origens de insatisfação e infelicidade, especialmente das novas gerações.

Sabe, seus pais viveram um tempo diferente. Viveram a democratização do país, o surgimento da internet, a era da superinformação. A sua juventude é mais rodeada de acesso à fontes diretas de conhecimento do que qualquer outra anterior. E essas fontes continuarão aumentando, e seus filhos serão mais expostos ainda. E aí surge a grande dificuldade: qual a diferença entre ouvir e escutar? Entre ler e absorver? Entre estudar e aprender?

Você já cansou de escutar aquela frase da ciência que você usa uma pequena porcentagem de seu cérebro. E que está aquém da capacidade de uso dessa máquina humana. Não entrarei em explicações biológicas sobre o fato, mas a sua memória também é bastante seletiva. Vamos testá-la: você se lembra de quantos minutos da fala do seu discurso favorito?Você se lembra de quantas frases ou reproduções fiéis de trechos do seu livrofavorito? Você se lembra fielmente de quantas cenas do seu filme predileto?

Nossa vida, nossa memória é uma edição. Uma edição que vai ao longo do tempo variando de acordo com o que você valoriza, com o que fez mais sentido a você. E assim também é com nossos objetivos de carreira. E o que é mais difícil aceitar é que 100% das suas necessidades ou paixões profissionais não necessariamente serão preenchidas pelo seu trabalho, e isso é absolutamente normal.

Pense bem nas frases do início desse artigo. O que é mais importante para você? Eu costumo fazer listas de no máximo 3 coisas para servirem de critérios, mais eu não consigo lembrar e é difícil de focar. Utilize estas 3 coisas como balizas da sua tomada de decisão, com seus pesos. A pergunta principal que precisa de resposta é: quem você quer ser da vida? Alguns ambicionam uma posição como CEO, outros uma organização como ONU, outros empreender com sucesso, outros constituir uma família estável com um cargo que me dê segurança e estabilidade. Não existe resposta errada, mas para toda escolha, existe uma consequência direta.

E por isso divido com você esse pensamento: tenha projetos paralelos ao seu trabalho. Não deixe as suas paixões ou objetivos de carreira morrerem porque não são prioritários, porque isso fará falta um dia se for importante pra você. Fará com que você se arrependa de não ter tentado ou vivido aquilo.

Vou te dar meu exemplo. Eu sou diretor de uma escola para crianças no Camboja hoje em dia. Me sinto satisfeito com a possibilidade de atuar no ramo no qual quero construir minha carreira, Educação, tenho autonomia para inovar e tomar decisões, sou bem remunerado e aprendo muitas técnicas de ensino para meu projeto de empreender. Mas eu trabalho de maneira mais solitária, sou também responsável direto por metas de crescimento de alunos gerindo o marketing da escola, a minha escola é pequena e não posso exercer minha maior paixão, escrever.

Percebi que essa falta estava afetando meu dia a dia de trabalho. Queria escrever, mas como aquilo nos faria sobreviver na escola? Queria trabalhar com outras pessoas, mas as Jobs são bem diferentes por mais que me aproxime é um staff reduzido com muitas demandas de uma escola. Minha solução foi: começar um projeto de livro com amigos no Brasil, trabalhando como organizador e colaborador do projeto, que vem buscando captação de recursos para trabalhar com a instrução a um público que pretendo trabalhar no futuro: jovens de ensino médio e recém ingressados na universidade. Tudo isso começou com a troca de algumas mensagens e pessoas que também buscavam se preencher com projetos relacionados à paixões mas que não necessariamente eram preenchidas em seu cotidiano.

Essa atitude de buscar projetos paralelos,como voluntariado, vem recebendo muito reconhecimento em processos seletivos para empresas e cada vez mais é também uma maneira de mostrar que você também tem suas causas, paixões, lutas pessoais. Redigir um livro é uma grande possibilidade também de impulsionar seus negócios através do branding pessoal.Aprender uma nova língua é uma chance de conseguir uma promoção ou transferência para um novo lugar. Criar novos hábitos saudáveis, como ter o objetivo de escalar uma montanha em 6 meses, pode aumentar seu equilíbrio e performance no ambiente de trabalho.

Por isso, meu conselho para quem lê este artigo é: não concentre todas suas expectativas no trabalho. Isso pode te frustrar muito, fazer perder boas oportunidades de crescimento pela espera que pode ser eterna pelo “trabalho perfeito”. E minha proposta para você é retratado pelo vídeo abaixo, de Matt Cutts. Matt é engenheiro de software da Google há mais de 10 anos e líder do departamento Global de Webspam, e fez seu desafio: tente algo novo por 30 dias. Caso sinta-se à vontade, também gostaria de receber por email ( leotornel@gmail.com ) o seu desafio pessoal ou algo que tenha mudado com esse artigo, para ver se houve alguma diferença daqui a um mês em como você se sente. Tentar não custa nada!Pode ser que muita coisa melhore na sua satisfação profissional!

Por: Leonardo Civinelli

http://www.administradores.com.br/artigos

 

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